sábado, 25 de abril de 2009

Carta aberta à Governadora Yeda Crusius


26/04/2009

Xangri-Lá, RS, 06 de abril de 2009.

Prezada Governadora:

Sou um brasileiro, servidor público inativo do estado do Rio Grande do Sul onde militei na Polícia Judiciária por mais de 30 anos. Trago algumas fraturas, mas isto não importa, pois são cavacos do ofício de quem se dispõe a recolher o lixo da sociedade. Sempre procurei exercer minha atividade na chamada linha de frente, pois nunca gostei de trabalho burocrático, embora sempre tivesse que fazê-lo. Mas senhora Governadora, o objetivo da presente não é falar sobre mim e sim apresentar um questionamento à senhora. Tem sido dito por seu governo e tenho visto igualmente muitas placas na RS-389, também conhecida como Estrada do Mar, em que consta que seu governo alcançou o chamado déficit zero.

Confesso que a área econômica e contábil não é o meu forte, mas como tenho alguns momentos de lucidez e me ponho a pensar, tenho aqui algo a lhe dizer. Neste mês, em meu contracheque, apareceu o seguinte lançamento na área destinada aos descontos compulsórios “Ipergs - Previdência RPPS/RS 207,62”. Como se pode perceber contribuo para a previdência e que deveria ser recolhida essa importância ao Fundo de Previdência.

E aqui fico num beco sem saída, pois referido fundo nunca foi criado e não atribuo tal responsabilidade somente à senhora senão a todos os seus antecessores, independentemente de partidos ou sexo, todos, pois sem exceção, souberam deste problema e nada fizeram, senão empurrar com a barriga. E isto envergonha não só a mim como toda a cidadania deste estado que foi e parece-me, s.m j., continua sendo ludibriada de forma insofismável. Inexistindo referido fundo, como ocorre dentro do BB que tem o Previ e a Petrobrás que tem o Petros, nossa contribuição toma um destino ignorado, pois é dinheiro que deixa de entrar no meu bolso, apenas lançado para efeito contábil e sobre o qual me é retido o IR na fonte.

Sei, e poucos sabem que o pagamento da folha de inativos que não é pequena é bancado pelas receitas correntes do Tesouro do Estado. Como disse anteriormente não sou versado em ciências contáveis e econômicas, mas tenho condições de pensar que a folha dos inativos onera e muito o Tesouro do Estado. Por outro lado, considerando que faz quase meio século que contribuo para a previdência (aposentadoria) assim como desconto para a saúde que me é prestada pelo IPE, cujo serviço ainda é bom, mas penso que irá se tornar ruim na medida em que são levados ao mesmo servidores de prefeituras, cujas contribuições, pelos baixos salários dos mesmos têm pouca expressão, mas por ouro lado estes, via de regra, tem extensa prole e com isto mais oneram do que contribuem ao IPE.

Penso ainda que num futuro não muito distante devido a isto, os serviços do IPE irão ter acentuada queda de qualidade. Quero deixar claro à senhora e aos demais leitores que não estou querendo patrolar os que ganham menos, mas estou apenas fazendo um raciocínio frio sobre o nosso futuro.

Por derradeiro senhora Governadora desejo sua manifestação acerca do que aqui exponho o que deve ser o anseio de alguns milhares de outros servidores do estado que, ou não tiveram a idéia de questioná-la, ou pensaram que a senhora não teria a gentileza de responder a esta carta.

Cordial e respeitosamente.

Jorge Pinto Loeffler

Comissário de Polícia inativo

Coisas da política

26/04/2009

Na madrugada deste domingo assisti na TV Assembléia reprise do programa Democracia, apresentado por Milton Cardoso. Havia alguns convidados dentre os quais um jovem advogado, o ex-deputado José Gomes e o Juiz da Vara de Execuções Penais, Sidinei Brzuska. O tema do programa era a situação do sistema carcerário em nosso estado que se acha em situação tal que os magistrados condenam e mandam os condenados aguardarem em suas residências a existência de vagas compatíveis com a dignidade humana.

Durante o desenrolar do programa foram trazidos alguns dados que realmente são estarrecedores, como por exemplo, a verba orçamentária para manutenção de presídios que este ano é 436 mil reais e até o final de março, nem um centavo havia sido gasto. Já para publicidade da área de segurança há verba de pouco mais de 800 mil, da qual mais de 600 mil já haviam sido gastos. Lembro agora que ao início do ano vi nas emissoras locais de televisão alguns rápidos comerciais da Brigada Militar. Qual a razão para tal tipo de publicidade?

Já na Estrada do Mar há um outdoor com publicidade em que é afirmado que a Corsan dispõe de um bilhão e 200 milhões para investir neste ano. Sei que tal afirmação não condiz com a realidade. Qual a necessidade de publicidade quando sabemos todos nós das dificuldades por que passa o erário. Na Estrada do Mar há uma profusão de outdoors divulgando o governo do estado. Sabemos que não sobram recursos, pelo contrário, não há dinheiro para o essencial, então qual a razão para a difusão desses comerciais onerosos?

Lembro que as dificuldades por que passa o estado não são exclusivas deste governo já que vem de longa data. Na saúde é uma desgraça. O secretário da saúde que já vem do governo Rigotto, penso tenha ficado no cargo por sua especialidade que é a de cortar investimentos. Exemplo é o contingenciamento, na administração anterior, de cerca de 1,2 bilhões ao ano na saúde nos três primeiros anos, pois no último foi de apenas 900 milhões.

Sabemos todos que o estado anda numa penúria danada, mas para gastar mais de 100 mil reais na locação de um jatinho para fazer proselitismo político, como ocorreu em fevereiro em que a governadora andou até mesmo no Piauí “vendendo” sua competência de gestão ao governador daquele estado que teve seu mandato cassado alguns dias depois.

Para isto há dinheiro. São essas atitudes que desagradam aos mais lúcidos, pois atitudes incoerentes. Há ainda os salários absurdos pagos para alguns privilegiados que na Assembléia somam duas dúzias ou mais. Há necessidade de limitar estes salários ao teto do estado que é o mesmo da governadora que é de 22 mil reais mensais.

Na noite deste domingo assisti o deputado Luciano Azevedo do PPS, a quem não conhecia e me causou boa impressão, pois jovem e muito seguro, tendo enfrentado a “latinha” e as câmeras como se veterano fosse. O deputado abordou assunto que preocupa, não por ilegal, mas por absolutamente imoral que é a aposentadoria paga a ex-governadores que é o mesmo salário pago quando do exercício do mandato. E aí fiquei imaginando, por exemplo, o senhor Brito, embolsando essa “graninha” extra e saída do bolso dos trouxas dos contribuintes. Eu disse graninha, pois ele deve ganhar de uma dessas companhias de telefonia na qual é diretor e para a qual vendeu o sistema de telefonia do estado, um salário de fazer inveja.

E neste caso temos imoralidade multiplicada por dois, ou não?
Faz poucos dias aqui foi veiculado artigo de minha lavra com o título “Carta aberta à Governadora Yeda Crusius” no qual questionava a mesma sobre a situação do desconto que me feito no contracheque ao final do mês para o Fundo de Previdência que nunca foi criado, razão pela qual a folha dos inativos que não é pouca coisa, sai das receitas correntes. Lembro que tal problema é de responsabilidade de todos os antecessores de dona Yeda, os quais simplesmente empurram com a barriga e agora a sociedade gaúcha vai pagar, como sempre.

Ao encerrar não posso esquecer o “desaparecido” Mendes que é o como o Prévidi trata o afilhado do senhor Chico Fraga que hoje está colocando no bolso ao final de cada mês 22 mil reais como magistrado de calças curtas, pois nem mesmo formação jurídica tem. Felizmente o TJ/RS encaminhou à Assembléia projeto visando à extinção dessa excrescência.

Mesmo assim precisamos ficar atentos enquanto pagadores de tributos, pois um dos coroneizinhos que lá habitam já disse à ZH que fará pressão junto a Assembléia por entender que tal extinção impediria o controle disciplinar naquela instituição. A ser verdadeira tal afirmação, deve haver por lá uma disciplina tal como a da Legião Estrangeira ainda mantida pelo governo francês. Meu coroné nós vivemos numa democracia, estamos no terceiro milênio e os brigadianos todos têm o segundo grau, por favor.

Até a próxima se Deus assim o permitir.

domingo, 12 de abril de 2009

Rodovias congestionadas e muitas mortes no trânsito.

12/04/2009

por Jorge Loeffler



Há algum país que conceda férias coletivas à cidadania? Sim e se situa na América do Sul. Não é o que muitos imaginam. Referido país é o Uruguai. Lá o feriado de Páscoa é de uma semana. No sábado anterior retornava de Estrela e na Auto Estrada Porto Alegre – Osório por mim passaram centenas de veículos emplacados lá. Ontem sábado de Aleluia viajava do litoral para Estrela e mais uma vez centenas de veículos uruguaios passaram por mim e todos acima dos120 km/hora. Retornavam ao seu país. Eles gostam muito de Florianópolis e em especial Canasvieiras que eles lotam nesta semana. Ontem quando fui não vi movimento de policiamento ostensivo em nenhuma das rodovias por que passei, mas hoje sim. Mal havia saído de Estrela e já avistei uma viatura da PF, mais especificamente do policiamento ostensivo rodoviário. Eles estavam em todo o trecho da BR-386, desde Estrela até Canoas. Algo de elogiar e impecável. Saindo da BR-116, ingressei na RS-118 e vi apenas duas viaturas do policiamento ostensivo rodoviário do estado. Por volta das 17 horas ingressei na Estrada do Mar no sentido Osório-Xangri-Lá. Imediatamente entrei no Posto do Km 1 onde além de tomar uma purinha e que não é da Corsan, fiz algo mais. Quando retomei a rodovia, me deparei com um furgão escuro com os dizeres POE nas laterais. Ao lado do mesmo um policial em uniforme, pois não gosto da expressão soldado já que atividade de polícia não se coaduna com o militarismo, pois milico é preparado para cumprir ordens sem pensar e policiais são treinados para pensar e agir. Alguns têm dificuldade de compreender tal diferença, mas eu que exerci atividade policial por mais de trinta anos, sei bem o que digo. No outro lado da rodovia havia duas camionetas do policiamento ostensivo rodoviário do estado. Ainda vi mais duas camionetas no trecho até Xangri-Lá. O movimento era intenso, maior ainda do que nos finais de semana quando da temporada de veraneio. Faz cerca de 15 dias tive minha ida a Torres dificultada pelo uso indevido da mesma rodovia para um passeio ciclístico e naquela ocasião havia pelo menos meia dúzia de motocicletas bonitas, do policiamento ostensivo, circulando. Hoje as mesmas devem ter ficado na garagem e hoje sim eram necessárias, pois no sentido litoral Capital havia trânsito em duas mãos, uma delas no acostamento e às vezes vinham até mesmo pela pista em eu estava o que me fazia correr ao acostamento. Volto ao furgão descrito no início, no qual constavam os dizeres POE. O significado desta expressão deve ser PELOTÃO DE OPERAÇÃOES ESPECIAIS. E se este for o sentido da referida sigla, fica aqui uma pergunta: tal atividade que deveria ser rotineira, mas infelizmente não o é, seria considerada pelo policiamento ostensivo rodoviário como especial? Ora se assim pensam, nos devem uma explicação, pois pagamos tributos e não são poucos e o estado nos deve
a prestação de serviços, dentre os quais este é um, mas com o qual não contamos fora da temporada de veraneio. Voltando à PF e o policiamento ostensivo rodoviário que a mesma nos presta. Observei que na Auto Estrada que estava congestionada em vários trechos no sentido Osório-Porto Alegre, não havia viaturas do policiamento para atrapalhar. Policiavam-nos do alto, usando para tal uma aeronave de asas rotativas.
Embora com policiamento ostensivo rodoviário intenso, houve muitas mortes em acidentes rodoviários. Em Porto Alegre, neste sábado ocorreram vários roubos (assaltos) a estabelecimentos comerciais, sendo que dois ocorreram nos chamados Shopping Center e num houve intenso tiroteio com o emprego de fuzil. Lojas foram arrombadas no centro de Porto Alegre, como faz pouco tempo havia ocorrido no centro de Sapiranga, Gravataí etc.
Quando será que o policiamento ostensivo vai voltar a trabalhar de fato, deixando de se imiscuir em atividades da Polícia Judiciária, ou seja, em investigação de crimes?
Até a próxima se Deus assim o permitir.

sexta-feira, 10 de abril de 2009

Governadora e vice viajam e deixam RS sem governador em exercício

Yeda foi para os EUA e Feijó, para o Uruguai

A governadora Yeda Crusius viajou nesta quinta-feira para os Estados Unidos passar o feriadão com um filho que vive na Califórnia, e o vice Paulo Feijó foi à Punta del Este, no Uruguai, deixando o Estado sem um governador em exercício.

Os dois comunicaram suas viagens durante a semana. Como é um prazo menor que 15 dias, não há necessidade de a governadora repassar o cargo. Em caso de emergência, é Yeda que tomará decisões pelo Estado, mesmo à distância.

Fonte: zerohora.com

Comentário – então esta seria a razão pela qual a governadora tanto deseja um jato de luxo e ultra veloz. Fora a desejo dela, temos algo absurdo, pois o estado fica acéfalo, ainda que a lei assim o permita. Isto bem demonstra o pouco respeito que ela tem por aqueles que acreditaram em suas promessas furadas. A propósito, quem pagará a conta telefônica se for necessária a intervenção da mesma desde as terras de Tio Sam? A resposta eu sei, nós os babacas que pagam tributos. A filha do senador Tião Viana viajou com o telefone funcional do mesmo e caíram de pau sobre ele. Correto. Mas e a conta de dona Yeda, já que ela está apenas fazendo um passeio, hein?

Consulta para nada

ABERTURA DA PÁGINA 10 DE ZH

Se o dono do terreno do antigo Estaleiro Só comunicou ontem à prefeitura que pretende se valer da lei em vigor e construir apenas prédios comerciais, para que perder tempo com uma consulta popular para saber o que os porto-alegrenses acham de autorizar o uso misto da área? O lógico seria o prefeito José Fogaça simplesmente vetar o projeto aprovado na Câmara, porque o eleitor não terá mais dois projetos para escolher.

Era essa a lógica do vice-prefeito José Fortunati (PDT). Não é a do prefeito. Fogaça ignorou a carta e avisou que vai manter o referendo porque se comprometeu com a Câmara e o projeto aprovado autoriza a construção de moradias. A expectativa agora é saber se ele sancionará o projeto com a emenda do deputado Airto Ferronato (PSB) que impede a edificação de prédios a menos de 60 metros da orla.

Embora a empresa tenha alegado que desistiu de construir apartamentos por conta do radicalismo que envolve o debate, um fato concreto é apontado por vereadores como o verdadeiro motivo da mudança: a emenda dos 60 metros, que na prática desapropria parte do terreno sem pagamento de indenização. A lei atual, aprovada na gestão de Tarso Genro (PT) não faz essa restrição. Logo, o melhor para o empreendedor seria o prefeito simplesmente vetar o projeto e construir seguindo a lei de 2002.

Não há na consulta prevista uma terceira opção, preferida dos ambientalistas e do cidadão comum, de se transformar a área degradada do Estaleiro em um parque. Essa fantasia só se tornaria realidade se a prefeitura desapropriasse a área, mas a hipótese não existe, porque o dinheiro é escasso e a cidade tem demandas mais urgentes.

Fonte: blogdaRosanedeOliveira

Março registra recorde em homicídios no Estado

Impulsionados pelo tráfico, assassinatos em março superam marca de 2006
Francisco Amorim | francisco.amorim@zerohora.com.br

Pelas contas oficiais da Secretária da Segurança Pública (SSP), foram assassinadas 164 pessoas em março no Estado. Um homicídio a cada quatro horas e meia. Foi o mês mais violento desde dezembro de 2006, quando 166 pessoas perderam a vida de forma violenta.

O número de homicídios vem oscilando desde setembro do ano passado, subindo num mês e caindo no período seguinte. A expectativa das autoridades naquela época era de que se iniciava ali a redução gradual dos assassinatos ao longo de 2009. Fato que não se confirmou nos três primeiros meses do ano.

A explicação das autoridades para o descontrole sobre o crime é de que a maioria das mortes está relacionada ao narcotráfico, enraizado na periferia das cidades. Ao combater essa modalidade de crime, as polícias Civil e Militar esperavam por tabela reduzir o número de assassinatos – março registrou aumento nas prisões relacionadas a entorpecentes.

Mas não foi isso que ocorreu. Para o delegado-adjunto de Homicídios, Rodrigo Bozzetto, o crescimento seria uma espécie de efeito colateral da repressão ao tráfico:

— Quando se prende um traficante que comanda pontos de venda, outros grupos menores começam a disputar (a tiro) a hegemonia da região.

Além da criação de uma segunda delegacia de homicídios na Capital, Bozzetto defende a instalação de especializadas também em outros municípios, como Canoas, para fortalecer a investigação desse tipo de crime no Estado. Conforme ele, a identificação e o indiciamento de homicidas reduziria a sensação de impunidade nas vilas.

Mas o levantamento da secretaria também traz boas notícias. Os roubos de veículos (com violência ou ameaça ao motorista), por exemplo, estão caindo desde setembro passado. Apesar disso, a média de veículos roubados ainda é alta: 38 por dia. Somados furtos (quando o motorista não está presente) e roubos, o índice fica ainda mais impressionante. São 85 carros levados todos os dias no Estado.

Outro dado positivo da estatística é a queda nos roubos com morte (latrocínios), tipo de crime que vinha crescendo desde janeiro. Foram três casos, o menor número desde janeiro de 2008, quando também aconteceram três assaltos com morte das vítimas.


Fonte: zerohora.com

Comentário - 0s fatores que elevam o número de crimes está diretamente ligado a ausência do policiamento ostensivo, cada vez maior, pois a BM além de ter efetivo reduzido assim como a Polícia Judiciária, se imiscui em atividades de investigação, retirando considerável efetivo do policiamento, isto sem contar com os constantes e eternos desvios de efetivo em atividades meramente políticas. Como exemplo das dificuldades que a Polícia Judiciária, dou o exemplo da 23ª região Policial em que o quadro de servidores já esta próximo dos 50 anos de idade e as viaturas em sua quase totalidade contam com mais de dez anos de uso, estando, pois, imprestáveis à destinação que lhes é dada. Há ainda o problema salarial grave já que a qualificação para todos os cargos da mesma é a superior. Para Inspetores e Escrivães o salário bruto é de R$ 1.500,00 brutos. Retirados os descontos compulsórios sobra algo ao redor dos R$1.200,00, valor insuficiente para uma família viver com a mínima dignidade. Há ainda que registrar que na atividade de investigação há quase sempre horário para o início das jornadas, mas nunca as mesmas são encerradas quando se encerra o expediente diário da Delegacia. Tem sido comum que aqueles que ingressaram nos quadros da Polícia, passados alguns meses, deixem-na, pois oportunidades lhes surgem até mesmo em razão da sua formação na Academia de Polícia. Essa é a triste realidade que já enfrentamos faz algum tempo e que vem e vai continuar se agravando, pois parece que aos governos a segurança pública é algo que deva estar em segundo plano. Aviões executivos ao custo de dezenas de milhões de dólares, estes sim são objeto do atual governo. Concluindo cito outro fator que é ignorado pelos meios de comunicação, qual seja: a PF vem trabalhando com nunca e prendendo pessoas que normalmente não são objeto de investigação, pois ligadas a grupos políticos poderosos. O tal Sarney agora de forma clara tentando criar mecanismos de controle sobre a PF. Baseado nisto afirmo que em país como o nosso esta lhes é perniciosa, sendo de simpatia dos mesmos polícia não qualificada e mal paga, facilmente corrompível.

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Dilma não foi investigada na Satiagraha, afirma Protógenes

Delegado atribuiu ao banqueiro Daniel Dantas, preso na Operação, o “boato” de que o filho de Lula havia sido investigado

O delegado da Polícia Federal Protógenes Queiroz afirmou nesta quarta-feira à CPI dos Grampos que a ministra Dilma Rousseff, da Casa Civil, não foi investigada na Operação Satiagraha. Ele reafirmou ainda que o filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Fábio Luís, também não foi alvo da operação.

Mais cedo, ele havia sido questionado duas vezes sobre a ministra. Protógenes se valeu do seu direito concedido em habeas corpus de ficar calado e se absteve de dar uma resposta. Alertado pelo relator da CPI, Nelson Pellegrino (PT-BA), que sua postura poderia sugerir investigação contra a ministra, o delegado a isentou de qualquer investigação. As informações são do G1.

— Ela não foi investigada.

O delegado atribuiu ao banqueiro Daniel Dantas, preso na Operação Satiagraha, o “boato” de que o filho de Lula havia sido investigado.

— Não investiguei a ministra (Dilma), nem o filho do presidente Lula, como o banqueiro quis reverberar, induzindo a CPI ao erro, dizendo que eu verbalizei que estava investigando o filho do presidente. Não existe nada contra ele.