Uma operação da Brigada Militar que começou na quinta-feira (10) e terminou na manhã deste domingo (13) em todo o Estado do Rio Grande do Sul resultou na prisão de 554 pessoas, 33 com posse de entorpecentes.
Na operação, foram apreendidos 8 quilos de maconha, 182 gramas de crack e 70 gramas de cocaína. Dezoito pessoas foram presas por tráfico de drogas. Foram recolhidas, ainda, 29 armas brancas, 24 armas de fogo e duas impróprias. Também foram efetuadas 161 apreensões de munição.
A brigada montou 1.480 barreiras em todo o Estado e fiscalizou 71.572 veículos. Desses, 2.088 foram autuados e 612 apreendidos. Quinze carros roubados foram recuperados.
A fiscalização também chegou a bares e casas noturnas. A brigada apreendeu 82 máquinas de caça-níquel. UOL
Fonte: www.camera2.com.br
Diz o blogueiro – essa polícia que de ostensiva tem muito pouco vez que se comporta como um partido político voltado aos interesses corporativos. Isto nada mais é do que a obrigação deles de estarem nas ruas 24 horas ao dia e 365 dias ao ano. Agora essa de “armas impróprias” confesso que já vi várias vezes, mas não consigo imaginar o que seja e isto que sou Comissário de Polícia hoje inativo depois de mais de trinta anos de atividade. Eles são igualmente peritos em fazer marketing. Consumados os roubos a bancos os mesmos passam à Polícia Judiciária que os investiga através do DEIC. Mesmo assim eles montam um enorme circo e ficam fazendo marketing, contando para tal com os focas e editores de polícia despreparados em jornais. E assim vão iludindo os pagadores de tributos que não contam com o policiamento a que tem direito pelos tributos que pagam.
domingo, 13 de junho de 2010
Opinião Enviado em 13 de Junho de 2010
Publicado por Ruy Gessinger
Li um interessante artigo em ZH de ontem, em que se apela para deixar a internet um pouco de lado, em prol de aconchego e do convívio. São ponderáveis as razões e a leitura é de proveito.
Mas me lembrei de algumas coisas.
Quando eu era gurizinho bem novo, o que mais gostava de fazer era me enfurnar no meu quarto e ler Winnetou de Karl May, Seleções do Readers Digest e acompanhar os jogos de xadrez que eram reproduzidos no Correio do Povo. Sim, aprteciava jogar futebol e dar fundaços nas pombas rolas, mas gostava mesmo era de me refugiar no quarto e ler. Acho que foi por isso que suplementei muita coisa que a rua e a escola não me deram.
Quando assumi meu cargo de juiz em Horizontina, em 1972, só conseguia falar com meus pais em S. Cruz através do radioamador. Eles tinham que ir até a casa do meu primo Otávio Beck e eu ia na casa de um radioamador de Horizontina, cujo nome não me recordo e aí conversávamos. Esse meu primo passava horas, dias e noites, falando através do radioamador, encerrado em um quartinho, com todo o mundo. Ficava recluso no quartinho, isso mesmo, horas e horas, falando e falando com gente que nunca viu e que nunca veria.
Depois surgiu a onda do rádio faixa cidadão, os famosos PX. Acho que isso foi lá pelos anos 80. Eu tinha um rádiotransmissor no meu carro. Bah, eu entrava no carro e já ia falando com desconhecidos. Cansei de o carro estar na garage e eu me sentar dentro e ficar horas falando .
Não sei não. Mas eu tenho um pouquinho de alergia a junção de gente, todo mundo falando ao mesmo tempo, tenho um pouco de urticária com visitas ou reuniões prolongadas e não aguento palestras, nem formaturas, nem festas de juntamento de conhecidos ou turmas de formatura.
Muita gente é assim.
E a internet, se resulta em algumas mortes ou crimes passionais, de outro lado é um belíssimo meio de instrução, de busca de cultura e de informação independente.
Claro, até remédio, tomado em excesso, mata.
Mas é da natureza do humano ficar solito às vezes.
Ou não é a coisa mais linda matear solito numa madrugada?
COMENTÁRIO DO LOEFFLER
Ruy muito interessante este artigo sobre Internet. Todos os dias ao meio-dia sintonizo a repetidora a fim de assistir o tal JA, hoje o moderno circo, vez que sempre vai a uma cidade do interior com os seus “artistas” e de lá transmite levando uma montanha de dinheiro das Prefeituras. E esses Prefeitinhos adoram aparecer na TV. Os grandes grupos de comunicação odeiam a Internet, pois dentro de seus veículos conseguem controlar os conteúdos, mas a Internet trás a todos nós aquilo que querem esconder. No final do ano passado o Prévidi lançou um livro com o título ”Farofa e Pimentão” o qual tem uma história minha de praia. São mais de vinte historias vividas por várias pessoas em nosso litoral. Naquela ocasião conheci uma figura simpática e educada que me ofereceu seu cartão. Não pude fazer o mesmo, pois ainda não providencie cartões de visita. Dita pessoa amabilíssima perguntou se poderia me visitar aqui na praia. Respondi que teria imenso prazer em recebê-lo em minha residência, mas que não me viesse oferecer patrocínio de uma instituição estatal na qual trabalha, pois isto me tiraria a liberdade editorial que tenho por não vender espaços publicitários. Ele não apareceu aqui no verão. Dia 7 do corrente em outro lançamento de livro nos encontramos. Cobrei a visita dele e disse-me que não veio ao litoral, mas que vai me visitar. Já fui consultado por uma banca de advocacia de Porto Alegre sobre anúncios no meu blog. Digo aqui que ainda não respondi a consulta. Reconheço que foi grosseria de minha parte, pois faz bem mais de um mês. Não houve maldade de minha parte, pois o volume de mails que recebo está ficando muito pesado a um só. Preciso repensar o site.
Fonte: http://blog.gessinger.com.br/
Publicado por Ruy Gessinger
Li um interessante artigo em ZH de ontem, em que se apela para deixar a internet um pouco de lado, em prol de aconchego e do convívio. São ponderáveis as razões e a leitura é de proveito.
Mas me lembrei de algumas coisas.
Quando eu era gurizinho bem novo, o que mais gostava de fazer era me enfurnar no meu quarto e ler Winnetou de Karl May, Seleções do Readers Digest e acompanhar os jogos de xadrez que eram reproduzidos no Correio do Povo. Sim, aprteciava jogar futebol e dar fundaços nas pombas rolas, mas gostava mesmo era de me refugiar no quarto e ler. Acho que foi por isso que suplementei muita coisa que a rua e a escola não me deram.
Quando assumi meu cargo de juiz em Horizontina, em 1972, só conseguia falar com meus pais em S. Cruz através do radioamador. Eles tinham que ir até a casa do meu primo Otávio Beck e eu ia na casa de um radioamador de Horizontina, cujo nome não me recordo e aí conversávamos. Esse meu primo passava horas, dias e noites, falando através do radioamador, encerrado em um quartinho, com todo o mundo. Ficava recluso no quartinho, isso mesmo, horas e horas, falando e falando com gente que nunca viu e que nunca veria.
Depois surgiu a onda do rádio faixa cidadão, os famosos PX. Acho que isso foi lá pelos anos 80. Eu tinha um rádiotransmissor no meu carro. Bah, eu entrava no carro e já ia falando com desconhecidos. Cansei de o carro estar na garage e eu me sentar dentro e ficar horas falando .
Não sei não. Mas eu tenho um pouquinho de alergia a junção de gente, todo mundo falando ao mesmo tempo, tenho um pouco de urticária com visitas ou reuniões prolongadas e não aguento palestras, nem formaturas, nem festas de juntamento de conhecidos ou turmas de formatura.
Muita gente é assim.
E a internet, se resulta em algumas mortes ou crimes passionais, de outro lado é um belíssimo meio de instrução, de busca de cultura e de informação independente.
Claro, até remédio, tomado em excesso, mata.
Mas é da natureza do humano ficar solito às vezes.
Ou não é a coisa mais linda matear solito numa madrugada?
COMENTÁRIO DO LOEFFLER
Ruy muito interessante este artigo sobre Internet. Todos os dias ao meio-dia sintonizo a repetidora a fim de assistir o tal JA, hoje o moderno circo, vez que sempre vai a uma cidade do interior com os seus “artistas” e de lá transmite levando uma montanha de dinheiro das Prefeituras. E esses Prefeitinhos adoram aparecer na TV. Os grandes grupos de comunicação odeiam a Internet, pois dentro de seus veículos conseguem controlar os conteúdos, mas a Internet trás a todos nós aquilo que querem esconder. No final do ano passado o Prévidi lançou um livro com o título ”Farofa e Pimentão” o qual tem uma história minha de praia. São mais de vinte historias vividas por várias pessoas em nosso litoral. Naquela ocasião conheci uma figura simpática e educada que me ofereceu seu cartão. Não pude fazer o mesmo, pois ainda não providencie cartões de visita. Dita pessoa amabilíssima perguntou se poderia me visitar aqui na praia. Respondi que teria imenso prazer em recebê-lo em minha residência, mas que não me viesse oferecer patrocínio de uma instituição estatal na qual trabalha, pois isto me tiraria a liberdade editorial que tenho por não vender espaços publicitários. Ele não apareceu aqui no verão. Dia 7 do corrente em outro lançamento de livro nos encontramos. Cobrei a visita dele e disse-me que não veio ao litoral, mas que vai me visitar. Já fui consultado por uma banca de advocacia de Porto Alegre sobre anúncios no meu blog. Digo aqui que ainda não respondi a consulta. Reconheço que foi grosseria de minha parte, pois faz bem mais de um mês. Não houve maldade de minha parte, pois o volume de mails que recebo está ficando muito pesado a um só. Preciso repensar o site.
Fonte: http://blog.gessinger.com.br/
Coisas que ocorrem em nosso país.
13/06/2010
Neste final de semana foi divulgado em emissora de TV que o STJ concedeu Habeas Corpus a dois dos envolvidos no furto qualificado perpetrado contra o Banco Central em Fortaleza. De lá foram subtraídos 160 milhões de reais. Dinheiro para ninguém botar defeito. Estes dois que participaram do crime estavam enjaulados literalmente falando, pois apanhados pelo instituto da Prisão Preventiva aplicada durante a investigação do fato e que deveria durar pouco mais de 80 dias já que assim está no Código de Processo Penal estavam como disse “enjaulados” fazia mais de seis anos. Esta prisão era absolutamente arbitrária e não foi por outra razão que o STJ relaxou-a. Até agora não haviam sido julgados. Temos agora a Lei que veda o acesso a candidaturas a políticos condenados por um colegiado, ou seja, em segundo grau. Esta lei ainda vai dar muito que falar, pois a lei só pode retroagir para beneficiar o réu. Este é um dos princípios que norteia o direito.
Hoje acompanhando os jogos da Copa do Mundo dei uma passada no Canal 10 (Band) e para minha supressa lá estava um assassino já condenado, parece-me que em segundo grau, comentando o jogo. Trata-se do senhor Edmundo, também conhecido pela alcunha ou vulgo de “ANIMAL”. Esse cidadão, bêbado, envolveu-se num acidente de trânsito em que foram ceifadas duas ou três vidas. Como tem meios, ao que sei, seu processo está em Brasília para ser julgado mais uma vez. Ressalto que o mesmo ainda poderá ser beneficiado pelo instituto da prescrição.
Há outro caso que bem demonstra essas coisas que ocorrem neste país. O jornalista Pimenta da Veiga que deve ter muitas “pimentas” no cérebro, teve um caso amoroso com uma jornalista, colega sua de jornal que desfez a relação. Ela era Sandra Gomide, cerca de trinta anos mais jovem que ele. Este senhor matou-a de forma covarde e nojenta, desferindo contra a mesma um tiro pelas costas. E o fez numa propriedade no estado de São Paulo, em plena luz do dia e na presença de testemunhas. Esteve preso. Foi julgado o condenado, mas hoje goza de liberdade e dada sua idade já um tanto avançada por certo irá morrer em liberdade.
E é exatamente aqui que me pergunto por que a sociedade junto quase dois milhões de assinaturas a fim de encaminhar este projeto que resultou na Lei da Ficha Limpa e não toma uma atitude a fim de acabar com estes casos que fogem a regra e só beneficiam os que podem constituir excelentes advogados, pois penso que estes dois bandidos deveriam estar na cadeia. E você leitor o que pensa?
Neste final de semana foi divulgado em emissora de TV que o STJ concedeu Habeas Corpus a dois dos envolvidos no furto qualificado perpetrado contra o Banco Central em Fortaleza. De lá foram subtraídos 160 milhões de reais. Dinheiro para ninguém botar defeito. Estes dois que participaram do crime estavam enjaulados literalmente falando, pois apanhados pelo instituto da Prisão Preventiva aplicada durante a investigação do fato e que deveria durar pouco mais de 80 dias já que assim está no Código de Processo Penal estavam como disse “enjaulados” fazia mais de seis anos. Esta prisão era absolutamente arbitrária e não foi por outra razão que o STJ relaxou-a. Até agora não haviam sido julgados. Temos agora a Lei que veda o acesso a candidaturas a políticos condenados por um colegiado, ou seja, em segundo grau. Esta lei ainda vai dar muito que falar, pois a lei só pode retroagir para beneficiar o réu. Este é um dos princípios que norteia o direito.
Hoje acompanhando os jogos da Copa do Mundo dei uma passada no Canal 10 (Band) e para minha supressa lá estava um assassino já condenado, parece-me que em segundo grau, comentando o jogo. Trata-se do senhor Edmundo, também conhecido pela alcunha ou vulgo de “ANIMAL”. Esse cidadão, bêbado, envolveu-se num acidente de trânsito em que foram ceifadas duas ou três vidas. Como tem meios, ao que sei, seu processo está em Brasília para ser julgado mais uma vez. Ressalto que o mesmo ainda poderá ser beneficiado pelo instituto da prescrição.
Há outro caso que bem demonstra essas coisas que ocorrem neste país. O jornalista Pimenta da Veiga que deve ter muitas “pimentas” no cérebro, teve um caso amoroso com uma jornalista, colega sua de jornal que desfez a relação. Ela era Sandra Gomide, cerca de trinta anos mais jovem que ele. Este senhor matou-a de forma covarde e nojenta, desferindo contra a mesma um tiro pelas costas. E o fez numa propriedade no estado de São Paulo, em plena luz do dia e na presença de testemunhas. Esteve preso. Foi julgado o condenado, mas hoje goza de liberdade e dada sua idade já um tanto avançada por certo irá morrer em liberdade.
E é exatamente aqui que me pergunto por que a sociedade junto quase dois milhões de assinaturas a fim de encaminhar este projeto que resultou na Lei da Ficha Limpa e não toma uma atitude a fim de acabar com estes casos que fogem a regra e só beneficiam os que podem constituir excelentes advogados, pois penso que estes dois bandidos deveriam estar na cadeia. E você leitor o que pensa?
domingo, 28 de março de 2010
Políticos são corruptos? Sim ou não?
28/03/2010
Por certo há muitos políticos corruptos. Há corruptos em todos os segmentos da vida pública. Há corruptos nas polícias, por certo no ministério publico assim como há no judiciário.
É comum se ouvir pessoas de todas as camadas sociais criticando políticos, políticos que muitas vezes eles mesmos colocaram em cargos públicos. Interessante e necessário ressaltar que o eleitor é único culpado pela péssima qualidade de políticos que temos em cargos públicos. Exemplos são fáceis de citar. Vivo em Xangri-Lá já faz dez anos e venho observando que a qualidade dos que ocupam cargos eletivos vem caindo de forma assustadora.
Temos um Prefeito que é um desastre, se desonesto não sei, embora ouça volta e meia algumas coisas ditas sobre ele e seus secretários. Mas incapaz certamente. Nossos legisladores são um desastre. Nesses dez anos tenho ouvido tantas barbaridades e tenho observado condutas que dão vontade de atear fogo naquela casa. Não faz muito tempo foi apresentado um projeto criando serviço de moto táxi. Temos muitos táxis na cidade que não são táxis, apenas carros de passeio. Estas pessoas por certo chegadas aos administradores da cidade obtêm as tais placas e com isto ao comprarem carros novos são isentas de tributos assim como não pagam IPVA que eu e vocês pagamos por sermos menos iguais que eles. Voltando ao moto táxi, parece-me que o autor de tão “importante” e “relevante” projeto esqueceu-se de fazer constar da norma que a cada passageiro deverá ser fornecida uma touca higiênica, pois há uma criatura minúscula (não estou me referindo ao prefeito) que é o tal piolho que grassa nas escolas públicas e não é de hoje, em todos os quadrantes deste estado. E levanto esta questão não por mim vez que já tenho um brilhante capacete, pois que desprovido de cobertura capilar.
E não é só isto. Faz alguns anos quando da distribuição da medalha Sambaqui, um dos nossos edis ao usar da tribuna disse textualmente: “vou falar sobre a árvore “genital” de meu homenageado”.
Eu gravava as sessões do legislativo e ao ouvir a mesma, mandei ao Tremendão (Fernando Albrecht) um email e ele colocou tal em sua coluna no jornal do Comercio. Quando da primeira Sessão da legislatura anterior a Secretária da mesa ao ler Ata de Sessão última da legislatura anterior ao invés de ler “unanimidade” leu “humanidade”. As gargalhas vieram sem que pudesse contê-las o que me fez sair correndo do plenário, mas a vereadora não gostou num um pouquinho de minhas gargalhadas. Depois toda vez que ela lia um ofício recebido, ao invés de ler cordialmente, lia “cordiosamente”. Certo dia cansado de ouvir cordiosamente, ao retornar para casa depois da sessão, me pus a filosofar, ops, filosofar não, pois isto hoje é privilégio de que tem ostente um diploma de filosofia, o que não é o meu caso, pois sou tão somente um apedeuta que é igualmente auto didata.
Como disse, já em casa e pensando, lembrei de minhas aulas de latim coisa que nos currículos atuais não consta. Lembrei então de cor,cordis, substantivo masculino da terceira declinação e que significa coração em nosso idioma. Assim sendo o cordialmente é uma forma de cumprimento que vem desde o medievo e que ainda acreditamos que os nossos sentimentos tenham origem no coração. Não temos o hábito de pensar, um dos grandes males que afligem a humanidade, pois o coração e tão somente aquele que bombeia o sangue que leva o alimento ao cérebro que é o oxigênio. Logo os nossos sentimentos se originam no cérebro.
Nossa vereadora na verdade criou mais um neologismo que vem a ser sinônimo de cordialmente. Será ela uma filóloga? Não sei, mas penso que possível. Estes são os nossos políticos.
Voltando ao assunto inicial que são os políticos corruptos. O Maluf é um claro exemplo de político desonesto e corrupto. Ocorre que ele foi reconduzido à Câmara Federal com centenas de milhares de votos. O que dizer de seus eleitores? É bom nem falar. Mas sempre baixamos a lenha nos políticos por que corruptos. E para que tenhamos um corrupto, necessário que tenhamos um corruptor, vez que um não pode existir sem o outro. É o mesmo caso do ladrão que não sobreviveria em o receptador. E quem são os corruptores?
Neste caso são pessoas de expressão nos meios sociais e empresarias, pois quando algum político mete a mão em nosso dinheiro ao contratar uma obra, obviamente que na outra ponta do processo está um “empresário”. Óbvio que há empresários honestos e muitos, mas há os empresários corruptores. Só que estes pousam de honestos e são citados nas colunas sociais. Qual dos dois é mais ordinário, o político ou o empresário?
Agora vou a outra questão que há muitos anos me faz pensar.
Aqueles que empresários e corruptores, assim como os corruptos gostam muito de dinheiro e quem gosta tanto assim de dinheiro por certo não tem escrúpulos. Ouço os meios de comunicação dizerem ser o Fernandinho Beira Mar um grande traficante. Conversa fiada. Esse bandidinho cresceu dentro do trafico e tem por certo uma posição intermediária. Penso e tenho a forte convicção de que quem realmente comanda o trafico de drogas neste país são pessoas insuspeitas, que nós conhecemos como empresários bem sucedidos, pois toneladas de cocaína custam muito dinheiro e precisam de todo um esquema muito bem montado para a lavagem do dinheiro e isto não é tarefa fácil e precisa de envolvimento de casas de câmbio, bancos e por aí vai.
Como combater essa gente? Muito difícil, mesmo dificílimo, pois temos alguns institutos em nossa legislação que são uma barreira quase intransponível como é o caso do sigilo bancário. Além deste temos outros sigilos como o telefônico em que as companhias de telefonia celular têm criado obstáculos à Polícia para fornecer informações mesmo com determinação judicial, conforme ouvi de um Delegado de Polícia faz poucos dias.
Estes problemas são insolúveis, pois o eleitor não é consciente ao votar, colocando gente ordinária no Congresso Nacional, gente que trabalha contra ele. Isto vai continuar por muito tempo, muito tempo mesmo. Infelizmente muito pouca gente é honesta neste país.
Não sou mais honesto do que ninguém, mas neste sábado comprei carne no Mercado Miysashita em Capão da Canoa onde o filé mignon custa apenas R$ 15,00 o quilo. Eu e minha esposa fizemos as compras. Quando saímos do mercado, ao chegarmos ao carro comentei com ela que tinha achado muito baixo o valor que me fora cobrado. Foi neste momento que ela percebeu que não havia passado no caixa um pacote com carne. O que faria você amigo leitor? Não sei, mas eu voltei lá e passei o dito pacote no caixa com um pedido de desculpas pela nossa desatenção.
Até uma próxima se Deus assim o permitir.
Por certo há muitos políticos corruptos. Há corruptos em todos os segmentos da vida pública. Há corruptos nas polícias, por certo no ministério publico assim como há no judiciário.
É comum se ouvir pessoas de todas as camadas sociais criticando políticos, políticos que muitas vezes eles mesmos colocaram em cargos públicos. Interessante e necessário ressaltar que o eleitor é único culpado pela péssima qualidade de políticos que temos em cargos públicos. Exemplos são fáceis de citar. Vivo em Xangri-Lá já faz dez anos e venho observando que a qualidade dos que ocupam cargos eletivos vem caindo de forma assustadora.
Temos um Prefeito que é um desastre, se desonesto não sei, embora ouça volta e meia algumas coisas ditas sobre ele e seus secretários. Mas incapaz certamente. Nossos legisladores são um desastre. Nesses dez anos tenho ouvido tantas barbaridades e tenho observado condutas que dão vontade de atear fogo naquela casa. Não faz muito tempo foi apresentado um projeto criando serviço de moto táxi. Temos muitos táxis na cidade que não são táxis, apenas carros de passeio. Estas pessoas por certo chegadas aos administradores da cidade obtêm as tais placas e com isto ao comprarem carros novos são isentas de tributos assim como não pagam IPVA que eu e vocês pagamos por sermos menos iguais que eles. Voltando ao moto táxi, parece-me que o autor de tão “importante” e “relevante” projeto esqueceu-se de fazer constar da norma que a cada passageiro deverá ser fornecida uma touca higiênica, pois há uma criatura minúscula (não estou me referindo ao prefeito) que é o tal piolho que grassa nas escolas públicas e não é de hoje, em todos os quadrantes deste estado. E levanto esta questão não por mim vez que já tenho um brilhante capacete, pois que desprovido de cobertura capilar.
E não é só isto. Faz alguns anos quando da distribuição da medalha Sambaqui, um dos nossos edis ao usar da tribuna disse textualmente: “vou falar sobre a árvore “genital” de meu homenageado”.
Eu gravava as sessões do legislativo e ao ouvir a mesma, mandei ao Tremendão (Fernando Albrecht) um email e ele colocou tal em sua coluna no jornal do Comercio. Quando da primeira Sessão da legislatura anterior a Secretária da mesa ao ler Ata de Sessão última da legislatura anterior ao invés de ler “unanimidade” leu “humanidade”. As gargalhas vieram sem que pudesse contê-las o que me fez sair correndo do plenário, mas a vereadora não gostou num um pouquinho de minhas gargalhadas. Depois toda vez que ela lia um ofício recebido, ao invés de ler cordialmente, lia “cordiosamente”. Certo dia cansado de ouvir cordiosamente, ao retornar para casa depois da sessão, me pus a filosofar, ops, filosofar não, pois isto hoje é privilégio de que tem ostente um diploma de filosofia, o que não é o meu caso, pois sou tão somente um apedeuta que é igualmente auto didata.
Como disse, já em casa e pensando, lembrei de minhas aulas de latim coisa que nos currículos atuais não consta. Lembrei então de cor,cordis, substantivo masculino da terceira declinação e que significa coração em nosso idioma. Assim sendo o cordialmente é uma forma de cumprimento que vem desde o medievo e que ainda acreditamos que os nossos sentimentos tenham origem no coração. Não temos o hábito de pensar, um dos grandes males que afligem a humanidade, pois o coração e tão somente aquele que bombeia o sangue que leva o alimento ao cérebro que é o oxigênio. Logo os nossos sentimentos se originam no cérebro.
Nossa vereadora na verdade criou mais um neologismo que vem a ser sinônimo de cordialmente. Será ela uma filóloga? Não sei, mas penso que possível. Estes são os nossos políticos.
Voltando ao assunto inicial que são os políticos corruptos. O Maluf é um claro exemplo de político desonesto e corrupto. Ocorre que ele foi reconduzido à Câmara Federal com centenas de milhares de votos. O que dizer de seus eleitores? É bom nem falar. Mas sempre baixamos a lenha nos políticos por que corruptos. E para que tenhamos um corrupto, necessário que tenhamos um corruptor, vez que um não pode existir sem o outro. É o mesmo caso do ladrão que não sobreviveria em o receptador. E quem são os corruptores?
Neste caso são pessoas de expressão nos meios sociais e empresarias, pois quando algum político mete a mão em nosso dinheiro ao contratar uma obra, obviamente que na outra ponta do processo está um “empresário”. Óbvio que há empresários honestos e muitos, mas há os empresários corruptores. Só que estes pousam de honestos e são citados nas colunas sociais. Qual dos dois é mais ordinário, o político ou o empresário?
Agora vou a outra questão que há muitos anos me faz pensar.
Aqueles que empresários e corruptores, assim como os corruptos gostam muito de dinheiro e quem gosta tanto assim de dinheiro por certo não tem escrúpulos. Ouço os meios de comunicação dizerem ser o Fernandinho Beira Mar um grande traficante. Conversa fiada. Esse bandidinho cresceu dentro do trafico e tem por certo uma posição intermediária. Penso e tenho a forte convicção de que quem realmente comanda o trafico de drogas neste país são pessoas insuspeitas, que nós conhecemos como empresários bem sucedidos, pois toneladas de cocaína custam muito dinheiro e precisam de todo um esquema muito bem montado para a lavagem do dinheiro e isto não é tarefa fácil e precisa de envolvimento de casas de câmbio, bancos e por aí vai.
Como combater essa gente? Muito difícil, mesmo dificílimo, pois temos alguns institutos em nossa legislação que são uma barreira quase intransponível como é o caso do sigilo bancário. Além deste temos outros sigilos como o telefônico em que as companhias de telefonia celular têm criado obstáculos à Polícia para fornecer informações mesmo com determinação judicial, conforme ouvi de um Delegado de Polícia faz poucos dias.
Estes problemas são insolúveis, pois o eleitor não é consciente ao votar, colocando gente ordinária no Congresso Nacional, gente que trabalha contra ele. Isto vai continuar por muito tempo, muito tempo mesmo. Infelizmente muito pouca gente é honesta neste país.
Não sou mais honesto do que ninguém, mas neste sábado comprei carne no Mercado Miysashita em Capão da Canoa onde o filé mignon custa apenas R$ 15,00 o quilo. Eu e minha esposa fizemos as compras. Quando saímos do mercado, ao chegarmos ao carro comentei com ela que tinha achado muito baixo o valor que me fora cobrado. Foi neste momento que ela percebeu que não havia passado no caixa um pacote com carne. O que faria você amigo leitor? Não sei, mas eu voltei lá e passei o dito pacote no caixa com um pedido de desculpas pela nossa desatenção.
Até uma próxima se Deus assim o permitir.
sábado, 27 de março de 2010
O linchamento e o julgamento dos Nardoni.
22/03/2010
Hoje será iniciado o julgamento do casal Nardoni por homicídio. Na madrugada deste domingo assisti ao Jornal das 10, no Canal 40 (Globo News) e me revoltei quando o editor deixou claro o propósito de “vender” a notícia, para tal foi estabelecido um cotejo entre promotoria e defesa. Disse o repórter que o promotor já participou de 1077 júris (o que acho difícil), tendo conseguido 1.000 condenações enquanto o defensor já teria atuado em 17 júris, alcançando 15 absolvições.
Vamos examinar os números do promotor. Por ano ele trabalha 11 meses, pois um é de férias. Somenos então 22 dias úteis mês por 11 meses e teremos 242 dias de trabalho por ano. Isto multiplicado pelos 22 anos de carreira resulta em
5.324 dias. Estes dias divididos por 1.077 júris resulta em um júri a cada 04 dias. Quem conhece o processo penal que se inicia quando do acolhimento da denúncia do MP pelo Magistrado, após o recebimento do IP policial sabe que isto é impossível. Temos algo que não condiz com a verdade. Podemos concluir que há um enorme jogo de interesses no qual o que menos interessa é este casal, hoje tão somente um objeto em função de interesses múltiplos.
O objeto do júri é tão somente definir se são os autores da morte da menina ou não, ou melhor, este deveria ser o objeto. No caso temos não um julgamento e sim um linchamento já consumado pelas emissoras de televisão que durante meses marcaram não só os supostos autores assim como os familiares destes de forma cruel e nojenta. Tudo em prol de aumentar a audiência visando faturar mais com publicidade. A possível inocência do casal pouco importou, pois a ordem era massacrá-los, deixando a ética de lado, algo vergonhoso.
Algo semelhante ocorreu faz alguns anos na mesma cidade de São Paulo. Um casal que mantinha uma escola infantil foi acusado de violência contra crianças. O Delegado de Polícia que conduzia as investigações gostou da exposição na mídia e todo o dia deitava falação. Resultado: a escola foi depredada e o casal desmoralizado. Algum tempo depois provas surgiram e irrefutáveis de que tudo não passara de uma mentira. O estado de São Paulo foi condenado a indenizar as perdas materiais. E como ficou a vida do casal? Este nunca mais será o mesmo. Isto pouco importou aos meios de comunicação, pois faturaram em cima e o que restou nada significa aos concessionários desses meios de comunicação. Isto é a destinação dos meios de comunicação? Óbvio que não, pois a ética deve prevalecer. Não tenho saudade da censura, mas sou forçado a reconhecer que caberia bem neste caso. Importante lembrar que os canais de rádio e televisão não são propriedades de quem os explora e sim uma concessão do estado e como tal devem ser usados de forma responsável. E o uso destes meios foi responsável? Tenho certeza de que não.
Temos ainda o caso da prisão preventiva, a mesma aplicada ao ladrão Arruda, pois gravado recebendo propina e que tentou tumultuar a investigação durante a formação da prova. Justíssima a prisão. Ele deverá ter a prisão relaxada em breve. Os Nardoni estão trancafiados faz dois anos quando a PP tem prazo de pouco mais de oitenta dias. E aqui aflora uma pergunta. Se forem inocentados pelos jurados, como lhes serão restituídos estes meses em que estiveram presos e inocentes?
As emissoras de televisão tanto ou mais do que o rádio, pois tem a imagem, são canhões que mal usados produzem estragos irreparáveis. Necessário pensarmos muito sobre esta forma de comportamento dos concessionários vez que públicos os meios que usam para faturar, mesmo que para isto massacrem inocentes.
Minha esposa quando falei a ela que estava rabiscando este texto me disse: não tens vergonha do que vão pensar os que lerem isto? Respondi a ela que não tenho vergonha de pensar e expor o que penso, tenho sim tristeza quando observo que multidões são facilmente manipuladas pelos meios de comunicação. Disse a ela que a quase totalidade das pessoas hoje não pensa, deixando que pensem por elas. E citei a historinha da bíblia em que Noé com sua arca foi do pólo norte, onde apanhou um casal de ursos polares ao pólo sul onde apanhou um casal de pingüins. Todos, ou melhor, quase todos engolem esta ”verdade” que lhes é vendida há séculos. Precisamos exercitar mais o pensamento, ou não passaremos de massa de manobra. Vamos acordar?
Hoje será iniciado o julgamento do casal Nardoni por homicídio. Na madrugada deste domingo assisti ao Jornal das 10, no Canal 40 (Globo News) e me revoltei quando o editor deixou claro o propósito de “vender” a notícia, para tal foi estabelecido um cotejo entre promotoria e defesa. Disse o repórter que o promotor já participou de 1077 júris (o que acho difícil), tendo conseguido 1.000 condenações enquanto o defensor já teria atuado em 17 júris, alcançando 15 absolvições.
Vamos examinar os números do promotor. Por ano ele trabalha 11 meses, pois um é de férias. Somenos então 22 dias úteis mês por 11 meses e teremos 242 dias de trabalho por ano. Isto multiplicado pelos 22 anos de carreira resulta em
5.324 dias. Estes dias divididos por 1.077 júris resulta em um júri a cada 04 dias. Quem conhece o processo penal que se inicia quando do acolhimento da denúncia do MP pelo Magistrado, após o recebimento do IP policial sabe que isto é impossível. Temos algo que não condiz com a verdade. Podemos concluir que há um enorme jogo de interesses no qual o que menos interessa é este casal, hoje tão somente um objeto em função de interesses múltiplos.
O objeto do júri é tão somente definir se são os autores da morte da menina ou não, ou melhor, este deveria ser o objeto. No caso temos não um julgamento e sim um linchamento já consumado pelas emissoras de televisão que durante meses marcaram não só os supostos autores assim como os familiares destes de forma cruel e nojenta. Tudo em prol de aumentar a audiência visando faturar mais com publicidade. A possível inocência do casal pouco importou, pois a ordem era massacrá-los, deixando a ética de lado, algo vergonhoso.
Algo semelhante ocorreu faz alguns anos na mesma cidade de São Paulo. Um casal que mantinha uma escola infantil foi acusado de violência contra crianças. O Delegado de Polícia que conduzia as investigações gostou da exposição na mídia e todo o dia deitava falação. Resultado: a escola foi depredada e o casal desmoralizado. Algum tempo depois provas surgiram e irrefutáveis de que tudo não passara de uma mentira. O estado de São Paulo foi condenado a indenizar as perdas materiais. E como ficou a vida do casal? Este nunca mais será o mesmo. Isto pouco importou aos meios de comunicação, pois faturaram em cima e o que restou nada significa aos concessionários desses meios de comunicação. Isto é a destinação dos meios de comunicação? Óbvio que não, pois a ética deve prevalecer. Não tenho saudade da censura, mas sou forçado a reconhecer que caberia bem neste caso. Importante lembrar que os canais de rádio e televisão não são propriedades de quem os explora e sim uma concessão do estado e como tal devem ser usados de forma responsável. E o uso destes meios foi responsável? Tenho certeza de que não.
Temos ainda o caso da prisão preventiva, a mesma aplicada ao ladrão Arruda, pois gravado recebendo propina e que tentou tumultuar a investigação durante a formação da prova. Justíssima a prisão. Ele deverá ter a prisão relaxada em breve. Os Nardoni estão trancafiados faz dois anos quando a PP tem prazo de pouco mais de oitenta dias. E aqui aflora uma pergunta. Se forem inocentados pelos jurados, como lhes serão restituídos estes meses em que estiveram presos e inocentes?
As emissoras de televisão tanto ou mais do que o rádio, pois tem a imagem, são canhões que mal usados produzem estragos irreparáveis. Necessário pensarmos muito sobre esta forma de comportamento dos concessionários vez que públicos os meios que usam para faturar, mesmo que para isto massacrem inocentes.
Minha esposa quando falei a ela que estava rabiscando este texto me disse: não tens vergonha do que vão pensar os que lerem isto? Respondi a ela que não tenho vergonha de pensar e expor o que penso, tenho sim tristeza quando observo que multidões são facilmente manipuladas pelos meios de comunicação. Disse a ela que a quase totalidade das pessoas hoje não pensa, deixando que pensem por elas. E citei a historinha da bíblia em que Noé com sua arca foi do pólo norte, onde apanhou um casal de ursos polares ao pólo sul onde apanhou um casal de pingüins. Todos, ou melhor, quase todos engolem esta ”verdade” que lhes é vendida há séculos. Precisamos exercitar mais o pensamento, ou não passaremos de massa de manobra. Vamos acordar?
domingo, 21 de março de 2010
Televisão e rádio no Brasil
21/03/2010
Acabo de assistir na TV Cultura de São Paulo o programa Sr. Brasil, com Rolando Boldrin. Tão logo sintonizei a emissora vi um grupo tocando um samba. Havia um instrumento de percussão, violão, cavaquinho e um instrumento de sopro que não consegui identificar. Todos eles nossos irmãos brasileiros, mas todos com pele branca. Música gostosa de ouvir. Observei um público de um comportamento exemplar, pois todos ouviam em absoluto silêncio durante a execução da música.
E neste momento lembrei-me do programa do senhor José Eugênio Soares, levado ao ar pela poderosa, no qual durante a execução de músicas todos batem palmas. Educação se trás de berço, dificilmente se adquire. Pode-se sim melhorar a educação, friso, desde que trazida de berço.
Semana passada estava em uma lancheria, por volta das 23horas aguardando um lanche que havia encomendado e vi que todos prestavam atenção na TV afixada na parede. Dirigi meu olhar ao televisor e via o tal “Grande Bosta Brasil” em cena deplorável, pois uma “bicha” pretendia executar uma dança sensual.
Chegando a casa enquanto ingeria o lanche fiquei pensando da reação do tradicional segmento conservador à idéia de controle sobre os meios de comunicação. Hoje não temos mais censura, pois há uma instituição cujo nome me foge à memória e que auto-regulamenta o setor. Regulamenta uma ova. A cena que assisti se for levada ao vivo no mais rasteiro puteiro desses que abundam à beira de rodovias, por certo a “bicha” não sai viva de lá.
Temos no país redes de televisão que cobrem todo o território nacional. Isto é um absurdo, pois em nenhuma outra nação por mais democrática que seja tal não é permitido. E o abuso deles é tão grande que uma rede regional de rádio e TV já conseguiu na justiça o direito de colocar no ar “A Voz do Brasil” quando lhes for mais conveniente.
Resumindo: eles são concessionários de um serviço público (canal de rádio), mas não aceitam “ceder” ao governo espaço quando este apresenta tradicional programa radiofônico de fundamental importância como, por exemplo, à navegação, pois acima de tudo está o interesse deles em faturar.
Em Santa Catarina a conhecida repetidora (RBS) detém o oligopólio nas mídias impressas e televisivas. Felizmente a Procuradoria Geral da República já tomou providências para detonar este absurdo.
Esta é uma de nossas tristes realidades, infelizmente.
Acabo de assistir na TV Cultura de São Paulo o programa Sr. Brasil, com Rolando Boldrin. Tão logo sintonizei a emissora vi um grupo tocando um samba. Havia um instrumento de percussão, violão, cavaquinho e um instrumento de sopro que não consegui identificar. Todos eles nossos irmãos brasileiros, mas todos com pele branca. Música gostosa de ouvir. Observei um público de um comportamento exemplar, pois todos ouviam em absoluto silêncio durante a execução da música.
E neste momento lembrei-me do programa do senhor José Eugênio Soares, levado ao ar pela poderosa, no qual durante a execução de músicas todos batem palmas. Educação se trás de berço, dificilmente se adquire. Pode-se sim melhorar a educação, friso, desde que trazida de berço.
Semana passada estava em uma lancheria, por volta das 23horas aguardando um lanche que havia encomendado e vi que todos prestavam atenção na TV afixada na parede. Dirigi meu olhar ao televisor e via o tal “Grande Bosta Brasil” em cena deplorável, pois uma “bicha” pretendia executar uma dança sensual.
Chegando a casa enquanto ingeria o lanche fiquei pensando da reação do tradicional segmento conservador à idéia de controle sobre os meios de comunicação. Hoje não temos mais censura, pois há uma instituição cujo nome me foge à memória e que auto-regulamenta o setor. Regulamenta uma ova. A cena que assisti se for levada ao vivo no mais rasteiro puteiro desses que abundam à beira de rodovias, por certo a “bicha” não sai viva de lá.
Temos no país redes de televisão que cobrem todo o território nacional. Isto é um absurdo, pois em nenhuma outra nação por mais democrática que seja tal não é permitido. E o abuso deles é tão grande que uma rede regional de rádio e TV já conseguiu na justiça o direito de colocar no ar “A Voz do Brasil” quando lhes for mais conveniente.
Resumindo: eles são concessionários de um serviço público (canal de rádio), mas não aceitam “ceder” ao governo espaço quando este apresenta tradicional programa radiofônico de fundamental importância como, por exemplo, à navegação, pois acima de tudo está o interesse deles em faturar.
Em Santa Catarina a conhecida repetidora (RBS) detém o oligopólio nas mídias impressas e televisivas. Felizmente a Procuradoria Geral da República já tomou providências para detonar este absurdo.
Esta é uma de nossas tristes realidades, infelizmente.
sexta-feira, 5 de março de 2010
Constatações em uma curta viagem.
05/03/2010
Ontem à tarde saímos de nossa residência e tomados o rumo de Taquara e depois Rolante. Quando saímos de Santo Antonio da Patrulha ingressamos na rodovia RS-474 que num trecho de apenas 22 quilômetros nos levaria à rodovia RS-389 que liga Novo Hamburgo a Rolante. Havíamos rodado um bom trecho quando chegamos num local denominado de praça de pedágio. Nome interessante não? Ali paramos e visitei o sanitário, pois o diurético continuava fazendo seu efeito. Um sanitário como tantos outros, simples e limpo, apenas isto. Saindo do sanitário nos foram cobrados R$ 6,00 pelo uso do mesmo. Confesso que achei caríssimo, mas a viagem seguiu e ao chegarmos à RS-239 entramos à esquerda rumando para Taquara. Foram uns quatro quilômetros e desistimos, retornando então no rumo a Rolante. Por que desistimos? Desistimos, pois o governo do estado tomou aulas de como não conservar vias públicas com o prefeito de Xangri-Lá, Dr. BASSANI, o atual. Era uma cratera encostada noutra. Do ponto de encontro dessas das rodovias até Rolante já não havia crateras, apenas buracos enormes. Cumprido nosso objetivo retornamos de lá depois das 23 horas. Na ida observamos no tal pedágio instalações da polícia rodoviária ostensiva do estado, cuja porta estava aberta e havia duas viaturas ali estacionadas. No retorno ditas viaturas continuavam ali estacionadas e porta e janelas fechadas com as luzes apagadas. Por certo estavam dormindo e se houvesse algum roubo contra os ladrões, digo senhores da rodovia, seriam então acordados a fim de perseguir os bandidos. Bandidos? O seis reais pagos na ida até se justificam, pois além do sanitário pudemos observar algumas centenas de pés de maricás totalmente floridos, o que justificaria perfeitamente o valor cobrado. Mas na volta penso que não deveriam nos ter cobrado pelas razões que seguem: não usamos o sanitário e não mais observamos os maricás floridos já que era noite fechada e tínhamos que nos concentrar no asfalto alcançado pelos faróis por questão de segurança. Moral da história. Penso que tenhamos sido roubados, pois pagar R$ 12,00 para rodar 44 quilômetros numa rodovia construída pelo estado com o dinheiro de nossos tributos é abusivo, ainda mais se considerarmos que a obra quando do inicio da cobrança recém havia sido construída, não havendo a alegada necessidade de conservação imediata. E se comparado com o caso da rodovia expressa que liga nossa Capital a Osório, onde se paga R$ 7,00 para rodar numa rodovia segura por cerca de 100 quilômetros, aí fica claro que algo de muito estranho aconteceu nesse estado. E o pior de tudo é que esta governadora queria estender esses contratos lesivos aos nossos interesses por mais um bom tempo. É como disse faz poucos dias alguém numa roda de amigos aqui na praia, esse ano vai haver eleições. Penso que quem assim falou é um sujeito muito maldoso. Vocês concordam?
Lembro que quando foi submetida a recapeamento asfáltico a rodovia RS-115 que liga Taquara a Gramado com cerca de 40 quilômetros de extensão, foram duas as empresas contratadas; Sultepa e Brita Porto-Alegrense, Mineração e Construções. Ao final da obra surgiu nova empresa, Brita Rodovias que passou a cobrar pedágios. Já a rodovia RS-474 ligando Santo Antonio da Patrulha a rodovia RS-239 foi iniciada no governo Collares e entregue a uma construtora do Rio de Janeiro. Iniciado o governo Brito o contrato foi rescindido e chamada outra empreiteira. Ainda no governo Rigotto a Brita Rodovias colocou nela a tal praça de pedágios, mas não pode nos tomar dinheiro porque Rigotto não autorizou. No primeiro dia do atual governo começou a “cobrança”. Ouvi dizer que a Brita tem como principal acionista conhecido empresário ligado a partido político e ex-dirigente de clube de futebol. Como não tenho certeza disto omito o nome que ouvi. Será que o Bu$atto que abriu o bico não poderia nos dizer se verdade ou não, pois sendo ele ligado aos governos por certo é sabedor disto e de muito mais.
Ontem à tarde saímos de nossa residência e tomados o rumo de Taquara e depois Rolante. Quando saímos de Santo Antonio da Patrulha ingressamos na rodovia RS-474 que num trecho de apenas 22 quilômetros nos levaria à rodovia RS-389 que liga Novo Hamburgo a Rolante. Havíamos rodado um bom trecho quando chegamos num local denominado de praça de pedágio. Nome interessante não? Ali paramos e visitei o sanitário, pois o diurético continuava fazendo seu efeito. Um sanitário como tantos outros, simples e limpo, apenas isto. Saindo do sanitário nos foram cobrados R$ 6,00 pelo uso do mesmo. Confesso que achei caríssimo, mas a viagem seguiu e ao chegarmos à RS-239 entramos à esquerda rumando para Taquara. Foram uns quatro quilômetros e desistimos, retornando então no rumo a Rolante. Por que desistimos? Desistimos, pois o governo do estado tomou aulas de como não conservar vias públicas com o prefeito de Xangri-Lá, Dr. BASSANI, o atual. Era uma cratera encostada noutra. Do ponto de encontro dessas das rodovias até Rolante já não havia crateras, apenas buracos enormes. Cumprido nosso objetivo retornamos de lá depois das 23 horas. Na ida observamos no tal pedágio instalações da polícia rodoviária ostensiva do estado, cuja porta estava aberta e havia duas viaturas ali estacionadas. No retorno ditas viaturas continuavam ali estacionadas e porta e janelas fechadas com as luzes apagadas. Por certo estavam dormindo e se houvesse algum roubo contra os ladrões, digo senhores da rodovia, seriam então acordados a fim de perseguir os bandidos. Bandidos? O seis reais pagos na ida até se justificam, pois além do sanitário pudemos observar algumas centenas de pés de maricás totalmente floridos, o que justificaria perfeitamente o valor cobrado. Mas na volta penso que não deveriam nos ter cobrado pelas razões que seguem: não usamos o sanitário e não mais observamos os maricás floridos já que era noite fechada e tínhamos que nos concentrar no asfalto alcançado pelos faróis por questão de segurança. Moral da história. Penso que tenhamos sido roubados, pois pagar R$ 12,00 para rodar 44 quilômetros numa rodovia construída pelo estado com o dinheiro de nossos tributos é abusivo, ainda mais se considerarmos que a obra quando do inicio da cobrança recém havia sido construída, não havendo a alegada necessidade de conservação imediata. E se comparado com o caso da rodovia expressa que liga nossa Capital a Osório, onde se paga R$ 7,00 para rodar numa rodovia segura por cerca de 100 quilômetros, aí fica claro que algo de muito estranho aconteceu nesse estado. E o pior de tudo é que esta governadora queria estender esses contratos lesivos aos nossos interesses por mais um bom tempo. É como disse faz poucos dias alguém numa roda de amigos aqui na praia, esse ano vai haver eleições. Penso que quem assim falou é um sujeito muito maldoso. Vocês concordam?
Lembro que quando foi submetida a recapeamento asfáltico a rodovia RS-115 que liga Taquara a Gramado com cerca de 40 quilômetros de extensão, foram duas as empresas contratadas; Sultepa e Brita Porto-Alegrense, Mineração e Construções. Ao final da obra surgiu nova empresa, Brita Rodovias que passou a cobrar pedágios. Já a rodovia RS-474 ligando Santo Antonio da Patrulha a rodovia RS-239 foi iniciada no governo Collares e entregue a uma construtora do Rio de Janeiro. Iniciado o governo Brito o contrato foi rescindido e chamada outra empreiteira. Ainda no governo Rigotto a Brita Rodovias colocou nela a tal praça de pedágios, mas não pode nos tomar dinheiro porque Rigotto não autorizou. No primeiro dia do atual governo começou a “cobrança”. Ouvi dizer que a Brita tem como principal acionista conhecido empresário ligado a partido político e ex-dirigente de clube de futebol. Como não tenho certeza disto omito o nome que ouvi. Será que o Bu$atto que abriu o bico não poderia nos dizer se verdade ou não, pois sendo ele ligado aos governos por certo é sabedor disto e de muito mais.
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